Nome: Mack
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Sonhos Maus

"Eu assistia tudo de cima. O quarto estava escuro, a noite estava em todo o lugar. Pude ver um homem deitado na cama, sombras dançavam em volta dele, o homem sofria, sofria muito, e eu não sabia por que, era como se estivessem enterrando-lhe uma agulha quente no olho, e, quanto mais movia-se de dor, mais dolorosa tornava-se sua agonia. Contorcia-se lentamente na cama com as mãos no rosto, uma linha fina de sangue riscou sua face de cima à baixo, tingindo após, os lençóis. Pude ouvir, sua alma gritou penosamente por perdão.
Levantei-me da cama, com a respiração exaltada e os olhos enegrecidos de profundo assombro, fixos na parede do meu quarto, onde, do outro lado, ficava o quarto dos meus pais. Teria sido um sonho, um aviso, uma premonição, um sonho mau? Na parede, meus olhos arregalaram-se de forma incrível, querendo tentar compreender de onde brotava o sangue que escorria da parede! Seria outro sonho, outro aviso, outra premonição, outro sonho mau? Abandonei meu quarto o mais rápido possível, e no corredor, a porta do quarto dos meus pais estava fechada. Me aproximei, e parei. Imóvel, diante da porta, imagens fragmentadas e estilhaçadas de morte e fatalidade desfilavam em minha mente, confundido-me os pensamentos e tornando-me por algum tempo, um ser totalmente insano, possuidor de uma mente febril. Após recuperar-me do que ocorrido, pousei minha mão no trinque da porta, girei, e a abri. Recuei -- pois não foi possível contrariar os instintos mais primitivos do homem -- ao presenciar a cena mais espantosa de minha existência, jamais conseguirei esquecer, pois ela foi talhada em minha alma, gravada à fogo em meu cérebro: Meu amado pai, na cama, com os dedos tocando o cérebro pelas órbitas dos olhos, sua face pálida suja de sangue, seus lábios finos contorcidos ao tentar gritar, sussurrando gemidos baixos, como se sua garganta tivesse sido esfolada. Não era nenhum sonho mau, pois eu podia sentir o cheiro da morte entrando pelo meu nariz, entorpecendo-me os sentidos vertiginosamente, causando o desmaio -- graças a Deus.
Quatro meses se passaram. Eu estava superando o acontecido -- eu mentia isso aos psiquiatras.
Eu assistia tudo de cima. Era uma ensolarada tarde. Aquela pequena criança jogava bola com o pai no pátio de sua casa. Indefeso, com seus sete anos de infância. Paz e alegria moravam em seu sorriso delicado. A bola de plástico ia de um lado para o outro, de pai para filho. E quando alguma coisa interrompeu-os, a bola foi picando lentamente para a estrada, onde parou. O pai tentou mas o filho correu tão rápido, quanto à força do pára-choques o jogou para o outro lado da pista. O sangue, por um instante de pavor, parou de circular nas veias do pai, que correu para junto do filho, estirado no asfalto quente. O pequeno rosto da criança estava mergulhado na poça de sangue que o rodeava.
O pavor fez-me levantar da cama. Deus dos céus! Eram meus vizinhos! Pai e filho. Tentei gritar mas não consegui, estava paralisado, isto já havia me ocorrido antes, e as conseqüências de meu sonho foram devastadoras e inesquecíveis. Eu sabia o que iria acontecer antes de qualquer um. E aconteceu.
Eu estava perdido, cercado por uma floresta negra, onde eu era a caça, e meus sonhos o caçador. Tinha medo de dormir, medo de sonhar, o medo havia me possuído de forma incomparável à outra sensação terrena.
Resolvi confessar-me. Dizer a alguém que eu já havia previsto os horrores que aconteciam à minha volta, e não estava mais agüentando. Resolvi ir a igreja.
Eu estava sentado no banco da igreja, com a cabeça baixa, rezando, desabafando, na esperança de Deus estar escutando. Quando terminei, uma voz estranha atrás de mim falou:

  • Você foi escolhido.
  • Quem é você? -- Perguntei surpreso.
  • Você foi escolhido por mim.
  • Seus sonhos. Quero que sonhe muito.
  • Quem é você, explique-se, como sabe de meus sonhos?

Seu olhar maléfico atingiu o crucifixo preso à parede.
-- Odeio aquele, junto ao altar. Eu goveerno os vales lá de baixo, entende? --Falou-me o homem.
-- Não quero entender. -- Repliquei com as mãos apertadas juntas à altura do peito.

  • Concebi-lhe o poder de sonhar e tornar real seus sonhos ruins. Agora vá para casa e durma, você está precisando. E não espere, se sonhar com milhões de rosas, que ao acordar a paz terá dominado o mundo.

Voltei para casa quieto, de cabeça baixa, derrotado por aquele que eu nunca conseguiria vencer, não haveria como eu ganhar no jogo dele, pois era ele quem dava as cartas e quem ditava as regras, eu não possuía chance alguma diante do Demônio. Porém, se eu virasse a mesa, queimasse as cartas e desistisse de jogar o seu jogo, não haveria como ele vencer."
Esta era a última folha do diário de A..., encontrada perto de seu corpo, que, pendurado no ar por uma corda em torno do pescoço, jamais haverá de sonhar.

 



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Fala galera, blza? eu falei que ia voltar, demorei um pouco, mas voltei, e em breve o meu blog vai ser como era antes, com aquelas historias que todos conhecem  com dizem por ai "histórias bizarras" espero postar sempre que puder, sempre que tiver um tempo estarei aki, e agora muito mais feliz por estar em casa de novo, Agradeço todas as visitas nesse tempo que eu fiquei ausente, valeu mesmo, quando tiver um tempo visitarei todos os Blogs que eu visitava antes, Saudades de todos vcs..Um Abraço pra galera do Caldeirão (será que ainda tem?)rss..paz & Saúde pra todos..Fuiii....



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